SHOW
Grupo Filho dos Livres reúne hoje, no evento
Fundição, músicos de estilos e gerações
diferentes, onde cada um apresenta repertório do
outro
SONORIDADES
SEM PRECONCEITO
Jornal
Correio do Estado Campo Grande, 14 de julho de 2004.
Por Oscar Rocha
O
Filho dos Livres, fazendo jus ao nome que adotou, estará
à frente de um evento, hoje, propondo a liberdade
musical. Para isso contará com auxilio de músicos
da Capital e de outros pontos do País.
Cada participante defende estilos diferentes,
além de representar, em alguns casos, gerações
distintas às dos músicos Guilherme Cruz e
Guga Borba os anfitriões da noite e lideres
do Filho dos Livres , mais em comum apresenta a vontade
de encontrar Sonoridades sem preconceitos
Geraldo Espíndola, Geraldo Roca, Jerry
Espíndola, Gabriel Sater, Fábio Brum (Bêbados
Habilidosos), Rodrigo Tozzette e Alex Cavalheri (Bando do
Velho Jack) são os convidados para acompanhá-los
na empreitada "Será uma apresentação
em que tocaremos músicas dos convidados e eles tocarão
canções do nosso repertório",
antecipa Guilherme.
Os ensaios acontecem a alguns dias e já
resultaram em encontros inéditos. Em um deles, o
guitarrista Fabio Brum está ao lado de Geraldo Espíndola.
"Será uma reunião muito especial que
o show proporcionará. Pelo ensaios, percebemos que
o clima que rolará terá muito legal".
O duo central do Filho dos Livres é
acompanhado por Alex Mesquita (baixo), Wlajones (bateria)
e Orlando Brito (violão de 12 cordas) "Orlando
foi meu primeiro professor de violão, quando tinha
7 anos. Quando achamos que devíamos chamar alguém
para ocupar a função, imediatamente lembramos
dele", conta Guilherme.
Na definição dos envolvidos,
o grupo transita por uma área em que a música
regional, o rock e a MPB formam sonoridade particular. O
primeiro CD, com previsão de lançamento no
segundo semestre, mostrará canções
próprias e um cover - "Amor de índio",
de Beto Guedes.
Uma prévia do material é a faixa
que faz parte da coletânea 'Bônus Track', lançada
recentemente. Mesmo com definição quanto à
sonoridade, os componentes afirmam que podem passear por
estilos diferentes. "O nosso nome já indica
isso. No próximo trabalho, por exemplo, podemos colocar
coisas totalmente diferentes e continuaremos sendo a mesma
banda. Nosso leque de opções é muito
grande. Podemos sempre testar sons diferentes", avalia
Guilherme.
Logo mais, essa idéia poderá
ser colocada em prática. Em um dos momentos, por
exemplo, os músicos estarão acompanhando uma
trupe ligada ao hip hop convidada especialmente para o evento.
Serão dois DJs do Paraná MK e Neo
e um rapper de São Paulo (Kamau). "Achamos importante
essa troca de informação entre os participantes,
sempre cria novas possibilidades".
A próxima parada do grupo será
o Festival de Inverno de Bonito. O evento servirá
de preparação para a excursão que fará
pelas capitais do sul Curitiba, Florianópolis
e Porto Alegre no início de agosto.